Conferência - As Forças Armadas e o Serviço Público
Conferência
ISCAD Celçebrou Centenário da República com Jornada de Debate sobre Forças Armadas e o serviço Público
O ISCAD – Instituto Superior de Ciências da Administração – associou-se às comemorações do Centenário da República com uma Jornada de Debate sobre o papel das Forças Armadas na sociedade portuguesa.O evento teve lugar na tarde de 19 de Abril, no quadro das atividades da Licenciatura em Administração e Gestão Pública. Perante vasta plateia que sobrelotou o Grande Auditório do ISCAD, Paiva Monteiro, general comandante da Academia Militar, salientou o quadro institucional em que atuam as Forças Armadas e o papel que desenvolvem no âmbito da sociedade e do Estado.
No centenário da implantação das República – que este ano se comemora – é bem pertinente salientar o papel das Forças Armadas na vida portuguesa, especialmente quando tantos questionam os investimentos que ao País são pedidos no apetrechamento do nosso aparelho militar.
Ao longo de nove séculos, as Forças Armadas Portuguesas foram determinantes na construção da identidade nacional, na definição das fronteiras – as mais antigas da Europa – na restauração da independência, na promessa de liberdade, na formação de plêiades de profissionais de várias áreas que justamente são recordados na toponímia de Lisboa. Lisboa lembra, de fato, em largas dezenas de ruas e praças, militares que se distinguiram não só nas armas mas também na medicina, na engenharia, nas artes, nas ciências, nas letras, na política.
É História que convém recordar e ensinar. Mas ainda hoje, as Forças Armadas são fator de projeção de Portugal no mundo – muitas vezes em teatros distantes onde agora se defende a nossa liberdade, se afirmam os valores civilizacionais, se apoia a vida de concidadãos nossos no mundo globalizado.
No nosso dia-a-dia – muitas vezes à margem do espaço público – as Forças Armadas salvam compatriotas em aflições com a fúria dos elementos, apoiam populações com carências estruturais, são o garante último da segurança face a cataclismos ou outras adversidades que, parece, mais frequentemente teimam em visitar-nos.
Antes, porém, e para além de tudo isto – graças à formação e aos elevados códigos de conduta ética que cultivam – as Forças Armadas continuam a ser uma reserva moral numa civilização alheia aos valores, conduzida pelo hedonismo e sucesso pessoal a qualquer preço, em que campeia a venalidade e o olvido do interesse colectivo, do bem comum.
Ora, uma Escola Superior como o ISCAD – que inscreve na sua missão não apenas a produção de ciência e a sua disponibilização aos Alunos e à Comunidade – não só aposta em ferramentas de profissionalização excelente, mas também na formação de cidadãos exemplares, mulheres e homens dignos, de carácter, de valores.
E, neste terreno, muito temos todos nós a aprender com os militares. Estas, sumariamente, as razões da Conferência que juntou no ISCAD alunos e professores bem como vasta plêiade de convidados.
Além dos corpos sociais e das entidades académicas e gestoras das universidades, institutos, escolas e departamentos do Grupo Lusófona, o evento contou com a presença de muitas personalidades da defesa nacional, do mundo académico, associativo e empresarial, entidades parceiras do inovador projeto educativo do Instituto Superior de Ciências da Administração. A brilhante conferência proferida pelo general Fernando Paiva Monteiro – ilustrada com exemplos e projecções multimédia – interessou vivamente o auditório com inúmeras perguntas sobre a justificação actual das Forças Armadas, a articulação entre as Forças Armadas e o poder político, as razões da participação em longínquos teatros de guerra ou ainda sobre missões internas de serviço público. Debate vivo e animado que interessou, pois, o auditório pela noite dentro.


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